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PTH-PARATORMONIO

Material: Soro Congelado

Sinônimo: PTH, Hormônio da Paratireóide

Volume: 1,0 mL

Método: Eletroquimioluminescência

Volume Lab.: 1,0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 5 dias

Temperatura: Congelado

Coleta: Jejum obrigatório, preferência pela manhã. Coletar sangue total, centrifugar logo após a coagulação; após separação do soro, congelar a amostra.

Código SUS: 0202060276

Código CBHPM: 4.03.05.46-5

Interpretação:
Uso: diagnóstico diferencial das hipercalcemias, hiperparatireoidismo primário, hiperparatireoidismo secundário, hipoparatireoidismo e pseudohipoparatireoidismo.
Habitualmente, a avaliação do PTH é feita em conjunto com a dosagem de cálcio sérico (diagnóstico de hiperparatireoidismo primário), com paratormônio (PTH) elevado e cálcio sérico discretamente elevado. Porém, outras causam de hipercalcemias podem exibir PTH em níveis baixos.
No hipoparatireoidismo são encontrados valores diminuídos de cálcio sérico, em conjunto com PTH não detectável ou em concentrações muito baixas. Quando o PTH estiver aumentado, o diagnóstico provável é de pseudohipoparatireoidismo. Nas investigações etiológicas de litíase renal, a dosagem do PTH pode diagnosticar um hiperparatireoidismo.
É importante observar que muitos pacientes com insuficiência renal crônica (principalmente pacientes em hemodiálise), podem apresentar elevados níveis de PTH, sem um quadro clínico correspondente. A maioria destes pacientes não tem doença óssea que justifique valores elevados de PTH. É provável que estes pacientes tenham predominância de formas não biológicas ativas, que são medidas pelos ensaios de PTH intacto.

PSA LIVRE

Material: soro

Sinônimo: PSAL, Antígeno Prostático Específico Livre

Volume: 1.0 mL

Método: Eletroquimioluminescência

Volume Lab.: 1,0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 6 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: 1. Não ter relações sexuais ou ejaculação 48 horas (02 dias) antes da coleta.
2. Não realizar exercícios em bicicleta, andar de motocicleta ou equitação (andar a cavalo) nas 48 horas (02 dias) da coleta.
3. Após o uso de supositórios, sondagem uretral ou toque retal, aguardar 4 dias para a coleta de amostra.
4. Após cistoscopia, aguardar 5 dias para a coleta de amostra.
5. Após ultrassom transretal, aguardar 7 dias para a coleta de amostra.
6. Após colonoscopia ou retossigmoidoscopia, aguardar 15 dias para a coleta de amostra.
7. Após realização de estudo urodinâmico, aguardar 21 dias para a coleta de amostra.
8. Após biopsia de próstata, aguardar 30 dias para a coleta de amostra.
9. Nos casos de prostatectomia total (retirada total da próstata), não é necessário preparo.

Código SUS: 0202030105

Código CBHPM: 4.03.16.13-0

Interpretação:
Ver PSA Total – Antígeno Prostático Específico.
Ver PSA Total/Livre.

PSA – ANTIGENO PROSTATICO ESPECIFICO

Material: soro

Sinônimo: PSA total, Antígeno Prostático Específico Total

Volume: 1,0 mL

Método: Eletroquimioluminescência

Volume Lab.: 1,0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 4 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Para todas as idades jejum mínimo necessário de 3 horas. Preparo: para realizar a dosagem, o cliente precisa atender às seguintes condições:
– não ter ejaculado nas últimas 48 horas;
– não ter feito exercício em bicicleta (ergométrica ou não) nos últimos dois dias;
– não ter andado de motocicleta nos últimos dois dias;
– não ter praticado equitação nos últimos dois dias;
– não ter usado supositório nos últimos três dias;
– não ter recebido sondagem uretral ou feito exame de toque retal nos últimos três dias;
– não ter feito cistoscopia nos últimos cinco dias;
– não ter realizado ultra-sonografia transretal nos últimos sete dias;
– não ter feito colonoscopia ou retossigmoidoscopia nos últimos 15 dias;
– não ter realizado estudo urodinâmico nos últimos 21 dias;
– não ter feito biópsia de próstata nos últimos 30 dias.

- Obs.: no caso de homens que tenham feito prostatectomia total (retirada total da próstata), o preparo não é necessário, com exceção do jejum de três horas.

Código SUS: 0202030105

Código CBHPM: 4.03.16.14-9

Interpretação:
Uso: diagnóstico e monitoramento de tratamento farmacológico e/ou cirúrgico de patologias prostáticas (câncer de próstata, hiperplasia prostática benigna e prostatites); teste de triagem para detecção precoce de câncer de próstata.
O PSA é uma proteína seminal com funções enzimáticas, produzido pela próstata, glândulas periuretrais e periretal. Embora presente em altas concentrações em fluidos seminais, o PSA está presente em concentrações muito baixas na circulação do homem saudável.
Fisiologicamente, a maioria do PSA presente na circulação está ligado à antiquimotripsina (ACT) e alfa-2-macroglobulina, inibidores das serina-proteases; somente uma pequena fração de PSA encontra-se livre na forma circulante. Esta condição de associação a outras proteínas provavelmente contribui com a meia vida elevada do composto na circulação (2 a 3 dias).
O PSA, devido à sua produção fisiológica muito particularmente associada à próstata, é utilizado como molécula marcadora de volume prostático, uma vez que suas concentrações tendem a refletir o volume do órgão. A associação do uso do PSA rotineiramente e do toque retal está contribuindo para o estabelecimento de diagnóstico de HPB (Hiperplasia Benigna da Próstata) e câncer de próstata precocemente, o que facilita o tratamento e confere índices de sobrevivência progressivamente melhores aos indivíduos afetados. Indivíduos com PSA alterado devem ser investigados com ultra-sonografia transretal, biópsia e outros métodos, conforme indicação clínica. Até recentemente, o ponto de corte para homens normais era de 0,0 a 4,0 ng/mL. Valores acima deste patamar deveriam ser investigados, podendo tipicamente representar HPB, câncer de próstata ou prostatites agudas (geralmente acompanhadas de sintomas clínicos típicos e perceptíveis).
A diferenciação de patologias é, desta forma importante. São utilizadas várias estratégias diferenciais, posto que o tratamento é diverso em cada caso. O uso da determinação de percentual de PSA livre e biópsia prostática é a mais freqüente.
Valores superiores a 10 ng/mL são mais freqüentemente associados a câncer de próstata, embora outras causas (especialmente prostatites) possam ocorrer.
A determinação do PSA isoladamente não possui índices de especificidade e sensibilidade que permitam a utilização do teste isoladamente como marcador de câncer de próstata. Valores considerados normais podem ser encontrados em pacientes com câncer de próstata (até 20%) e valores considerados aumentados podem não estar associados a câncer. Portanto, é mais útil a associação de dados do PSA com outros marcadores para o estabelecimento dos diagnósticos (ultra-som transretal, toque retal, biópsia prostática, avaliação clínica, associação de dados – PSA velocidade, que marca a variação de PSA em dosagens seriadas ou PSA densidade, que associa o valor do PSA ao volume da próstata no USTR). Discute-se atualmente o estreitamento da faixa de normalidade em função da idade ,no entanto o uso desta tabela é controverso e os médicos em geral (urologistas) preferem os valores de referência para todas as idades.

PROTOZOARIOS (PESQUISA)

Material: Fezes – Segunda Amostra

Sinônimo: Pesquisa de helmintos e protozoários nas fezes

Volume: 5.0 g

Método: Hoffman, Baerman, Wilis & Faust

Volume Lab.: 5.0 g

Rotina: Diária

Resultado: 2 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Coletar fezes

Código SUS: 0202040127

Código CBHPM: 4.03.03.11-0

Interpretação:
Uso: diagnóstico de infestação por parasitas intestinais.
Existem basicamente duas categorias de parasitas intestinais: os protozoários e os helmintos. Todos iniciam seu processo de infestação por ingestão de cistos, ovos ou formas maduras a partir de alimentos e água contaminados ou processamento de alimentos com mãos e materiais contaminados. Cada parasita apresenta características particulares de infecção e processos fisiopatológicos específicos.
A prevalência e a incidência das parasitoses parecem estar associadas às condições sócio-econômicas da população avaliada. Geralmente a solicitação de exame parasitológico é realizada como rotina ou a partir de apresentação de sintomas gastrointestinais (dor abdominal, diarréia, gases, etc.). A simples presença de alguns parasitas não justifica o quadro patológico (Entamoeba coli, Endolimax nana, Iodamoeba butschlii e outros menos freqüentes), enquanto outros sempre merecem tratamento (embora alguns autores sustentem que devem ser tratados todos os pacientes que apresentem qualquer parasita detectável nas fezes).
Clinicamente, é necessária apenas a qualificação ou indicação de presença/ausência de parasitas nas fezes, não havendo a exigência da quantificação de parasitas (mesmo de Taenia sp ou Schistosoma sp), dada a não uniformidade do bolo fecal, bem como a inutilidade do dado.
Amostras isoladas de fezes que resultam negativas para a presença de parasitas devem ser repetidas. Especialmente em casos de infestação por Giardia sp, algumas vezes é necessária a avaliação de até 6 amostras, para perceber a presença de seus cistos ou trofozoítos (no caso da giardíase e da amebíase existem análises de imunodetecção de antígenos nas fezes, melhorando a sensibilidade do teste). As parasitoses podem estabelecer quadros mórbidos especialmente importantes em sujeitos imunocomprometidos, sendo às vezes necessária a solicitação de pesquisa específica para Cryptosporidium sp e outros microsporídios.

PROTEINURIA DE 24 HORAS

Material: urina 24 horas

Sinônimo: Microproteinúria 24 hroas

Volume: 20,0 mL

Método: Imunoturbidimetria

Volume Lab.: 20,0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 4 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Volume colhido em 24 horas. Enviar uma alíquota de 20,0 mL junto com a informação do volume urinário. Não há necessidade de conservante. Exercícios físicos podem aumentar a excreção de albumina.

Código SUS: 0202050092

Código CBHPM: 4.03.11.17-1

Interpretação:
Ver Microalbuminúria.

PROTEINAS TOTAIS E FRACOES

Material: soro

Sinônimo:

Volume: 1.0 mL

Método: Enzimático/automatizado

Volume Lab.: 1.0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 4 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Jejum de 4 horas. Colher o soro de preferência pela manhã. Lipemia pode atuar como interferente.

Código SUS: 0202010619

Código CBHPM: 4.03.02.37-7

Interpretação:
Uso: avaliação das hipoproteinemias e hiperproteinemias.
Valores aumentados: hiperimunoglobulinemias, gamopatia policlonal, gamopatias monoclonal.
Valores diminuídos: perda protéica, síndrome nefrótica, doença crônica do fígado, desnutrição, agamaglobulinemia.

PROTEINAS TOTAIS

Material: soro

Sinônimo:

Volume: 1.0 mL

Método: Enzimático/automatizado

Volume Lab.: 1.0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 4 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Jejum de 4 horas. Colher o soro de preferência pela manhã. Lipemia pode atuar como interferente.

Código SUS: 0202010619

Código CBHPM: 4.03.02.37-7

Interpretação:
Uso: avaliação das hipoproteinemias e hiperproteinemias.
Valores aumentados: hiperimunoglobulinemias, gamopatia policlonal, gamopatias monoclonal.
Valores diminuídos: perda protéica, síndrome nefrótica, doença crônica do fígado, desnutrição, agamaglobulinemia.

PROTEINA S

Material: Plasma Citratado PSL

Sinônimo:

Volume: 2.0 mL

Método: Enzima Imunoensaio

Volume Lab.: 2.0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 16 dias

Temperatura: Congelado

Coleta: Jejum de 4horas. Anotar se o paciente estiver recebendo anticoagulante oral. Separar e congelar a amostra logo após a coleta.

Código SUS:

Código CBHPM: 0.00.00.00-0

Interpretação:
Uso: avaliação de trombose arterial ou venosa periódica; investigação de deficiência congênita ou adquirida de proteína S.
A proteína S é uma glicoproteína vitamina K dependente, sintetizada no fígado e megacariócitos. Atua como cofator da proteína C, participando da degradação dos fatores V e VIII ativados. Valores diminuídos: coagulação intravascular disseminada, quadro inflamatório agudo, púrpura trombocitopênica trombótica, síndrome nefrótica, gestação, uso de estrógenos, insuficiência renal, anemia falciforme, pacientes com níveis anormalmente elevados de fator VIII.
O ensaio funcional avalia a deficiência quantitativa e qualitativa da proteína S. O ensaio antigênico avalia a deficiência quantitativa de proteína S, mas não examina anormalidades qualitativas na proteína S.
Os pacientes devem estar sem terapia de anticoagulante oral durante pelo menos 2 semanas antes do dosar os níveis de proteína funcional.

PROTEINA DE BENCE JONES

Material: urina jato medio

Sinônimo: Cadeias livres de imunoglobulinas

Volume: 10,0 mL

Método: Precipitação

Volume Lab.: 10,0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 4 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Não há necessidade de conservante.

Código SUS: 0202050300

Código CBHPM: 4.03.11.20-1

Interpretação:
Uso: diagnóstico de síndromes mielomatosas.
A proteína de Bence Jones é uma imunoglobulina, composta por dímero de cadeias leves (kappa ou lambda) de baixo peso molecular, sintetizada por plasmócitos, com uma clássica característica de solubilidade (coagulação entre 40ºC-60ºC e solubilização a 100ºC). É produzida em grande quantidade, excedendo a capacidade de metabolismo pelo rim, com conseqüente perda pela urina. A produção prolongada desta proteína leva a uma lesão tubular com insuficiência renal.
O percentual de pacientes que apresentam proteína de Bence Jones na urina varia para cada patologia: 70% no mieloma múltiplo, 30% na macroglobulinemia de Waldenström, 20% nas doenças linfoproliferativas malignas e 10 % nas gamopatias monoclonais benignas. Sua presença pode ser detectada também em percentuais variáveis, na amiloidose primária.
A técnica eletroforética é o método de escolha para a identificação desta proteína, visto que, tomando como exemplo o mieloma múltiplo, 70 a 80% dos casos podem ser identificados com a sua utilização, contra apenas 50% dos casos com a utilização do método de aquecimento.

PROTEINA C

Material: plasma citratado

Sinônimo: Proteína C imunológica

Volume: 2,0 mL

Método: Enzima Imunoensaio

Volume Lab.: 2,0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 18 dias

Temperatura: Congelado

Coleta: Jejum não obrigatório. Anotar medicação em uso. Fazer teste de coagulação. Separar e congelar a amostra logo após a coleta.

Código SUS:

Código CBHPM: 0.00.00.00-0

Interpretação:
Uso: avaliação dos estados de hipercoagulabilidade; investigação de pacientes com trombose (particularmente trombose venosa em adultos jovens); diagnóstico das deficiências congênitas de proteína C.
Após ativação na superfície endotelial, a proteína C apresenta ações anticoagulantes e fibrinolíticas. A deficiência de proteína C pode ser hereditária ou adquirida. As principais causas da forma adquirida são síndrome nefrótica, diabetes insulino dependente, uso de anticoncepcionais, fase aguda de angina pectoris, período pós-operatório, insuficiência hepática, várias formas de coagulação intravascular disseminada (CIVD), hipertensão arterial e crise hemolítica de anemia falciforme.
Valores menores que 60 a 65 % podem representar estado de deficiência congênita, quando excluídas a presença de deficiências adquiridas.