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FTA-ABS, IGG.

Material: soro

Sinônimo:

Volume: 1.0 mL

Método: ver Valores de Referência

Volume Lab.: 1.0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 6 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Jejum recomendado, mas não obrigatório.

Código SUS: 0202031128

Código CBHPM: 4.03.07.73-5

Interpretação:
Uso: confirmação de resultados reagentes em testes não-treponêmicos no diagnóstico da sífilis; diagnóstico de sífilis tardia (mesmo com testes não-treponêmicos não reagentes).
O uso de testes treponêmicos deve trazer mais especificidade à rotina diagnóstica; sua sensibilidade situa-se em torno de 80-90% em sífilis primária, >95% em sífilis secundária e terciária e 90-95% em sífilis tardia. Na maioria dos casos, a positividade permanece por toda a vida, embora alguns pacientes tornem-se não-reagentes com o passar dos anos.
Este teste não é indicado para o seguimento terapêutico, uma vez que a variação em seus títulos não se correlaciona com a melhora clínica do paciente. O teste utilizando reagentes para a evidenciação de IgM pode ser útil no diagnóstico mais precoce de sífilis congênita. Os títulos IgG tendem a desaparecer em até 8 meses após o nascimento (a persistência nos títulos após este período pode ser interpretada como sífilis congênita). Em alguns casos de uveíte sifilítica, é possível o encontro de FTA-Abs reagentes com VDRL não reagentes. É possível a presença de falso-positivos, especialmente em quadros de doença do colágeno. Se a terapia é instituída em tempo anterior a soroconversão (no tempo da lesão inicial do cancro), estes pacientes resultarão não reagentes.

FTA -ABS IGM

Material: soro

Sinônimo:

Volume: 1.0 mL

Método: ver Valores de Referência

Volume Lab.: 1.0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 7 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Jejum recomendado, mas não obrigatório.

Código SUS: 0202031136

Código CBHPM: 4.03.07.74-3

Interpretação:
Ver FTA – ABS – Anticorpos IgG.

FSH – HORMONIO FOLIC. ESTIMULANTE

Material: soro

Sinônimo: FSH, Gonadotrofina hipofisária

Volume: 2,0 mL

Método: Quimioluminescência

Volume Lab.: 2,0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 4 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Acima de 3 anos de idade jejum mínimo necessário de 3 horas.

Código SUS: 0202060233

Código CBHPM: 4.03.16.28-9

Interpretação:
Uso: diagnóstico de distúrbios da função gonadal; diagnóstico de tumores pituitários; diagnóstico e acompanhamento de quadros de infertilidade.
O hormônio folículo estimulante (FSH ou folitropina), é uma glicoproteína produzida pela glândula pituitária anterior. Sua produção é regulada pelo GnRH (hormônio hipotalâmico liberador de gonadotropina).
Nas mulheres, o FSH estimula o crescimento folicular, prepara os folículos ovarianos para a ação do LH e aumenta a liberação LH-induzida de estrogênio. Nos homens, o FSH estimula o desenvolvimento testicular e dos túbulos seminíferos, além de estar envolvido nos estágios iniciais da espermatogênese. Em mulheres após a menopausa, a secreção diminuída de estradiol resulta em aumento nos níveis de FSH e LH. A insuficiência primária testicular também resulta em aumento dos níveis de FSH e LH. A secreção de FSH e LH ocorre de forma intermitente, em resposta ao GnRH. Em mulheres, sua concentração varia no curso do ciclo menstrual, atingindo picos no período ovulatório. Assim, a interpretação de uma única determinação pode ser dificultada.
Valores aumentados: menopausa, hipogonadismo primário, tumores secretores de gonadotropinas pituitárias, aplasia de células germinais, alcoolismo, castração, síndrome de Turner, síndrome de Klinefelter, puberdade precoce.
Valores diminuídos: hipogonadismo secundário ou terciário, anorexia nervosa, hemocromatose, doença pituitária ou hipotalâmica, hiperprolactinemia, hiperplasia adrenal congênita, uso de estrogênios e androgênios.

FRUTOSAMINA

Material: soro

Sinônimo:

Volume: 1.0 mL

Método: Colorimétrico cinético (Redução do NBT)

Volume Lab.: 1.0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 7 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Jejum obrigatório. Caso o exame não for realizado no mesmo dia refrigerar a amostra.

Código SUS:

Código CBHPM: 4.03.01.95-8

Interpretação:
Uso: monitoramento do controle glicêmico em curto prazo (1-2 semanas); monitoramento de controle glicêmico em diabete gestacional.
A glicose forma, por rearranjo de Amadori, glicoproteínas estáveis com muitas proteínas plasmáticas, sem a necessidade de reações enzimáticas. A albumina (proteína abundante e de meia vida curta – uma a duas semanas) também é alvo desta reação de glicação, resultando numa molécula conhecida como frutosamina. Sua determinação permite o conhecimento do status glicêmico do paciente nos últimos 15 dias, sendo, portanto, mais precocemente afetada por mudanças terapêuticas e dietéticas do que a hemoglobina glicosilada. Esta característica permite também que se utilize este marcador em quadros de diabetes gestacional, onde prazos maiores são de menor interesse, dada a transitoriedade da situação. Seu uso pode ser benéfico em casos de pacientes portadores de hemoglobinas anormais, o que pode dificultar a interpretação da HbA1c.
Valores aumentados: episódios duradouros de hiperglicemia.
Valores diminuídos: bom controle glicêmico no período da quinzena anterior.
Até o presente não há dados que associem frutosamina ou HbA1c ao diagnóstico de diabetes mellitus, e sim ao acompanhamento glicêmico.

FOSFORO URINARIO – URINA 24 HORAS

Material: urina 24 horas

Sinônimo: Fosfatúria

Volume: 20,0 mL

Método: Colorimétrico

Volume Lab.: 20,0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 4 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Usar como conservante HCl 50% 20mL/L de urina. Manter a urina em local fresco durante a coleta. Enviar uma aliquota de urina juntamente com a informação do volume urinário total das 24horas

Código SUS: 0202010430

Código CBHPM: 4.03.01.93-1

Interpretação:
Uso: avaliação do metabolismo excretor do fósforo.
O metabolismo do fósforo depende de um balanço entre ingestão, troca celular/extracelular/óssea e excreção/reabsorção renal, de modo balanceado e multifatorial (ver Fósforo).
Valores aumentados: hiperparatireoidismo, deficiência de vitamina K, acidose tubular renal, uso de diuréticos, síndrome de Fanconi, osteomalacia.
Valores diminuídos: hipoparatireoidismo, pseudohipoparatireoidismo, intoxicação por vitamina K.

FOSFORO

Material: soro

Sinônimo: Fosfato

Volume: 1.0 mL

Método: Colorimétrico

Volume Lab.: 1.0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 4 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Jejum não obrigatório. Soro sem hemólise.

Código SUS: 0202010430

Código CBHPM: 4.03.01.93-1

Interpretação:
Uso: avaliação do metabolismo do fósforo.
Os compostos que contém fósforo estão presentes em todas as células e participam de muitos processos bioquímicos importantes, fazendo com que os fosfatos exerçam papel fundamental no metabolismo humano. DNA e RNA contêm fósforo, assim como a maioria das coenzimas e moléculas de reserva energética, por exemplo.
É difícil compreender completamente as causas de concentrações alteradas de fósforo sanguíneo, devido ao fato de que mudanças transcelulares são a maior causa de hipofosfatemia. O fósforo sanguíneo pode ser resultado de absorção intestinal, liberação do espaço intracelular e perda óssea. Em indivíduos sadios, estes processos são relativamente constantes e facilmente regulados pela excreção renal ou reabsorção do fosfato. Distúrbios nestes processos podem alterar as concentrações de fósforo no sangue, sendo a perda da função regulatória renal o fator mais importante neste processo. Outro fator importante na regulação do fósforo é a ação do PTH, embora outros fatores também possam estar associados a esta regulação, como vitamina D, calcitonina, hormônio do crescimento e estado ácido-básico. O PTH aumenta a excreção renal, diminuindo os valores séricos. A vitamina D aumenta a absorção intestinal e a reabsorção renal, aumentando seus valores séricos. O hormônio do crescimento diminui a excreção renal aumentando os níveis. Cerca de 20 – 25% do fósforo sérico está na forma inorgânica, e o fósforo é o ânion intracelular predominante. Níveis diminuídos de fósforo sérico são comuns em pacientes hospitalizados, e embora a maioria dos casos seja moderada, quando em níveis severos podem requerer reposição.
Valores aumentados: diminuição da filtração glomerular, aumento de reabsorção tubular (hipoparatireoidismo primário e secundário, pseudohipoparatireoidismo, doença de Addison, acromegalia, anemia falciforme), aumento da liberação intracelular (neoplasias, lesão tecidual, doença óssea -fraturas, mieloma, doença de Paget, tumor ósseo osteolítico, infância), aumento da carga de fosfato (intravenoso, oral, síndrome do leite-álcali), obstrução intestinal alta, sarcoidose, deficiência de magnésio.
Valores diminuídos: perda renal ou intestinal (uso de diuréticos, defeitos tubulares renais, síndrome de Fanconi, neoplasia, uso de medicamentos, hiperparatireoidismo, hipercalciúria idiopática, hipocalemia, hipomagnesemia, diálise, hipofosfatemia primária, gota), diminuição da absorção inicial (má absorção, deficiência de vitamina D, resistência à vitamina D, desnutrição, vômitos, diarréia, antiácidos ligantes ao fosfato), absorção intracelular de fosfato (alcoolismo, diabetes mellitus, acidose, hiperalimentação, alcalose, uso de salicilatos, esteróides anabolizantes, androgênios, epinefrina, glucagon, insulina, síndrome de Cushing, hipotermia prolongada).

FOSFATASE ALCALINA E FRAÇÕES

Material: soro

Sinônimo:

Volume: 1,0 mL

Método: Enzimático

Volume Lab.: 1.0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 4 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Jejum não obrigatório. Hemólise pode atuar como interferente.

Código SUS: 0202010422

Código CBHPM: 4.03.01.88-5

Interpretação:
Uso: diagnóstico diferencial de hepatopatias e icterícias obstrutivas; diagnóstico de doenças ósseas; diagnóstico do metabolismo mineral.
A fosfatase alcalina é uma enzima da família das zinco-metaloproteínas e tem como função retirar um fosfato terminal de um éster fosfatado orgânico. Esta enzima funciona otimamente em um ambiente alcalino. Possui cinco isoenzimas (óssea, hepática, intestinal, placentária e Regan), que aumentam durante os períodos de crescimento, doença hepática e obstrução do ducto biliar. A atividade intestinal ocorre somente em indivíduos de grupo sanguíneo tipo O ou A. Ocorrem aumentos fisiológicos no crescimento e na gravidez.
Valores aumentados: crescimento ósseo, cicatrização de fraturas, acromegalia, sarcoma osteogênico, metástases hepáticas ou ósseas, leucemia, mielofibroses, raquitismo ou osteomalacia, hipervitaminose D, Doença de Paget, hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, pseudo-hiperparatireoidismo, ingestão crônica de álcool, obstrução biliar, cirrose, síndrome de Gilbert, hepatites, diabetes mellitus, citomegalovirose, câncer gástrico, câncer do cólon, câncer de fígado, câncer do pâncreas, câncer de pulmão, câncer ósseo, câncer de mama, pneumonias virais, abscessos hepáticos, colecistites, colangites, obstrução biliar extra-hepática.
Valores diminuídos: doença de Whipple, hipotireoidismo, doença de Zollinger-Ellison, desnutrição protéica, deficiência de vitamina C, osteodistrofia renal.

FOSFATASE ALCALINA – FRAÇÃO OSSEA

Material: soro

Sinônimo:

Volume: 2.0 mL

Método: Quimioluminescência – CLIA

Volume Lab.: 2.0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 48 horas

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Jejum recomendado, mas não obrigatório.

Código SUS:

Código CBHPM: 4.03.01.90-7

Interpretação:
A Fosfatase Alcalina Óssea consiste num marcador sérico para a formação de osteoblastos. A atividade sérica da fosfatase alcalina total é devida à ação de várias isoenzimas. Cada perfil de isoenzimas sugere uma localização de sua liberação, por isso, seu uso também é aplicável a diferenciação entre patologias hepáticas e ósseas que condicionam aumento na fosfatase alcalina.

É útil no diagnóstico da doença de Paget e da osteoporose, bem como na monitorização da resposta a terapêutica.

Falos é utilizada para monitorizar a formação óssea em doentes com doença renal, dado que é um dos poucos marcadores que não é influenciado por variações na função renal. Verifica-se um aumento da utilidade clínica da BAP na discriminação de doença óssea adinâmica (produção óssea baixa), de osteíte fibrosa (produção óssea alta) e mulheres osteoporóticas pós-menopáusicas tratadas com bisfosfonatos ou terapêutica de substituição de estrogênio.

FOSFATASE ALCALINA

Material: soro

Sinônimo:

Volume: 1,0 mL

Método: Enzimático

Volume Lab.: 1.0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 3 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Jejum não obrigatório. Hemólise pode atuar como interferente.

Código SUS: 0202010422

Código CBHPM: 4.03.01.88-5

Interpretação:
Uso: diagnóstico diferencial de hepatopatias e icterícias obstrutivas; diagnóstico de doenças ósseas; diagnóstico do metabolismo mineral.
A fosfatase alcalina é uma enzima da família das zinco-metaloproteínas e tem como função retirar um fosfato terminal de um éster fosfatado orgânico. Esta enzima funciona otimamente em um ambiente alcalino. Possui cinco isoenzimas (óssea, hepática, intestinal, placentária e Regan), que aumentam durante os períodos de crescimento, doença hepática e obstrução do ducto biliar. A atividade intestinal ocorre somente em indivíduos de grupo sanguíneo tipo O ou A. Ocorrem aumentos fisiológicos no crescimento e na gravidez.
Valores aumentados: crescimento ósseo, cicatrização de fraturas, acromegalia, sarcoma osteogênico, metástases hepáticas ou ósseas, leucemia, mielofibroses, raquitismo ou osteomalacia, hipervitaminose D, Doença de Paget, hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, pseudo-hiperparatireoidismo, ingestão crônica de álcool, obstrução biliar, cirrose, síndrome de Gilbert, hepatites, diabetes mellitus, citomegalovirose, câncer gástrico, câncer do cólon, câncer de fígado, câncer do pâncreas, câncer de pulmão, câncer ósseo, câncer de mama, pneumonias virais, abscessos hepáticos, colecistites, colangites, obstrução biliar extra-hepática.
Valores diminuídos: doença de Whipple, hipotireoidismo, doença de Zollinger-Ellison, desnutrição protéica, deficiência de vitamina C, osteodistrofia renal.

FLUORETO (FLUOR) URINÁRIO

Material: urina

Sinônimo:

Volume: 50mL

Método: Eletrodo Ion Seletivo

Volume Lab.: 50mL

Rotina: 2ª 4ª 6 e feira

Resultado: 8 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Coletar urina no último dia da jornada de trabalho e enviar refrigerada.

Código SUS:

Código CBHPM: 4.03.13.16-6

Interpretação:
Uso: avaliação de toxicidade por fluoreto.
O fluoreto é um composto adicionado a pastas de dente e em alguns centros de distribuição de água potável, com a intenção de diminuir a incidência de cáries na população (porém, causando certa controvérsia). Alguns inseticidas são ricos em fluoreto. Sua meia vida plasmática é de 2-9 horas. A intoxicação se dá geralmente por ingestão. Os sintomas são variados e inespecíficos, e sabe-se que altas doses (5-10g) podem ser imediatamente letais.