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ETANOL URINARIO

Material: urina

Sinônimo: Álcool etílico

Volume: 2,0 mL

Método: Cromatografia a gás

Volume Lab.: 2,0 mL

Rotina: 2ª feira

Resultado: 12 dias

Temperatura: Congelado

Coleta: Coletar urina de final de jornada de trabalho ou aleatória em frasco de coleta de urina limpo e sem aditivo. Após a coleta manter o frasco bem fechado e congelar a amostra. Enviar a amostra congelada para o laboratório. Para a determinação em plasma ou sangue total, coletar a amostra em tubo contendo fluoreto/oxalato e enviar a amostra refrigerada ao laboratório.

Código SUS:

Código CBHPM: 4.03.13.14-0

Interpretação:
Ver Etanol.

ETANOL

Material: soro ou plasma

Sinônimo: Álcool etílico

Volume: 2,0 mL

Método: Ensaio imunoenzimático

Volume Lab.: 2,0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 5 dias

Temperatura: Congelado

Coleta: NÃO REALIZAR a antissepsia com álcool. Coletar a amostra em tubo contendo fluoreto/oxalato e enviar a amostra de plasma ou soro congelada ao laboratório.

Código SUS: 0202070077

Código CBHPM: 4.03.13.14-0

Interpretação:
Uso: diagnóstico diferencial em pacientes comatosos; diagnóstico de intoxicação por etanol; uso forense em casos de determinação para fins legais; documentação de intoxicação alcoólica trabalhista ou familiar.
O etanol é rapidamente absorvido pelo trato gastrointestinal, com picos de níveis séricos ocorrentes em 40-70 minutos após a ingestão em estômago vazio. Sofre metabolismo hepático a acetaldeído, e uma vez atingido o pico plasmático, seu desaparecimento é linear. A tabela abaixo relaciona concentrações séricas e urinárias de etanol e condição comportamental/clínica.

Concentração Etanol Estágio Infl.
Soro Alcoólica Efeitos
————————————————————————————————————-
0.1-0.5 Sobriedade pouco efeito na maioria das pessoas

0.4-1.2 Euforia diminuição inibição, julgamento, perda do controle social

0.9-2.0 Excitação falta de coordenação, perda de memória e julgamento

1.5-3.0 Confusão desorientação, efeito emocional, fala enrolada, sensação de confusão

2.5-4.0 Estupor paralisia, incontinência

3.0-5.0 Coma reflexos deprimidos, respiração deprimida, possível morte

ESTRONA

Material: soro

Sinônimo: E1

Volume: 1,0 mL

Método: Radioimunoensaio

Volume Lab.: 1,0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 11 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Jejum não necessário.

Código SUS: 0202060187

Código CBHPM: 4.03.16.26-2

Interpretação:
Uso: avaliação de sangramentos vaginais pós-menopausa (devido à conversão de andrógenos circulantes).
A estrona é um dos três principais estrogênios, juntamente com estradiol e estriol. É produzida primeiramente a partir da androstenediona originária das gônadas e córtex adrenal. Em mulheres pré-menopausa, mais de 50% da estrona é secretada pelos ovários (podendo também ser produzida a partir do metabolismo hepático do estradiol). Em crianças pré-púberes, homens e mulheres pós-menopausa não suplementadas de hormônio, a principal parte da estrona é produzida por conversão periférica da androstenediona. O tecido adiposo é a principal fonte de conversão.
A estrona apresenta baixa atividade biológica quando comparada ao estradiol. Contudo, em circunstâncias anormais (por exemplo, obesidade), a quantidade pode ser suficiente para interferir no processo fisiológico causando quadros de dismenorréia. Em homens, sua dosagem pode ser importante na avaliação de ginecomastia ou detecção de tumores produtores de estrona.
Valores aumentados: processo gestacional, fase lútea do ciclo menstrual.
Valores diminuídos: hipogonadismo.

ESTROGENIO

Código: ETG

Material: Soro

Sinônimo:

Volume: 3mL

Método:  Quimioluminescência

Volume Lab.: 3mL

Rotina: Diária

Resultado: 5 dias.

Temperatura: Refrigerado.

Coleta: Jejum de no mínimo 4 horas.

Código SUS: 

Código CBHPM: 

Interpretação: determinação da condição estrogênica feminina; monitoramento do desenvolvimento folicular durante a indução ovulatória; avaliação da produção de estrogênio em homens.
O estradiol (estradiol-17B, E2) é o principal estrogênio bioativo produzido pelos ovários, embora seja produzido também pelos testículos e placenta. Sua determinação é realizada para determinar a condição estrogênica em mulheres, especialmente em casos de amenorréia (dosado em conjunto com o hCG), e como guia para monitoramento do desenvolvimento folicular durante a indução da ovulação. É também produzido nas adrenais, nos testículos e a partir da conversão periférica da testosterona. Valores aumentados: tumores ovarianos, tumores feminilizantes adrenais, puberdade precoce, doença hepática e ginecomastia masculina. Valores diminuídos: insuficiência ovariana (inicialmente seus níveis urinários e séricos diminuídos são acompanhados por altos níveis séricos de LH e FSH, em contraste com a situação encontrada em doença hipotalâmica ou pituitária), menopausa, síndrome de Turner, uso de contraceptivos orais e gravidez ectópica. Sua avaliação clínica deve ser realizada com o conhecimento do período menstrual da data da coleta.

ESTRIOL

Material: soro

Sinônimo: E3, estrógenos em gestantes

Volume: 2.0 mL

Método: Quimioluminescência

Volume Lab.: 2.0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 10 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Jejum mínimo necessário de 8 horas. Informar se a paciente está grávida e tempo de gestação.

Código SUS: 0202060179

Código CBHPM: 4.03.16.25-4

Interpretação:
Uso: estabelecimento de risco fetal, em conjunto com outros marcadores como beta-HCG e alfafetoproteína.
O estriol (E3), é sintetizado no tecido placentário a partir da 16-alfa-OH-DHEA geralmente de origem fetal. Assim, a produção normal pode servir como indicadora da integridade da unidade fetoplacental. A partir disto, o estriol é liberado na corrente circulatória materna e excretado na urina. Como o estradiol não é produzido em quantidades significativas pela mãe, pode ser utilizado como determinação paralela da função fetoplacentária e do bem estar fetal.
Sua determinação pode ser útil nos seguintes casos: avaliação da unidade fetoplacentária em mães diabéticas, avaliação de processos gestacionais tardios (os níveis se elevam normalmente até a quadragésima semana, quando tendem a diminuir), avaliação de retardamento de crescimento fetal (níveis são diminuídos e geralmente não atingem o valor normal), avaliação de aplasia adrenal fetal e anencefalia (níveis diminuídos), avaliação de hiperplasia adrenal congênita (níveis aumentados). De modo geral, aceita-se que a interpretação dos níveis de estradiol é melhorada quando se avaliam dosagens consecutivas, avaliando-se tendências. Os níveis podem encontrar-se muito diminuídos ou zerados, mesmo em bebês saudáveis quando existir deficiência enzimática nas sulfatases que transformam o 16-alfa-OH-DHEA em estriol.
Valores aumentados: gestações múltiplas, uso de ocitocina.
Interferentes: penicilinas -, corticosteróides -, dexametasona -, betametasona -, diuréticos -, probenecida -, estrogênios -, fenazopiridina -, fenolftaleína -, cáscara -, sena -, glutedimida -, anemias -, doenças hepáticas -.
Muitos autores defendem o abandono deste marcador devido à presença de outros métodos mais adequados para o diagnóstico de bem estar fetal.

ESTRADIOL

Material: soro

Sinônimo: 17 Beta estradiol, E2

Volume: 1,0 mL

Método: Quimioluminescência

Volume Lab.: 1,0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 4 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Para todas as idades jejum mínimo necessário de 3 horas. Coletar soro e enviar sob refrigeração. Anotar uso de medicamentos.

Código SUS: 0202060160

Código CBHPM: 4.03.16.24-6

Interpretação:
Uso: determinação da condição estrogênica feminina; monitoramento do desenvolvimento folicular durante a indução ovulatória; avaliação da produção de estrogênio em homens.
O estradiol (estradiol-17B, E2) é o principal estrogênio bioativo produzido pelos ovários, embora seja produzido também pelos testículos e placenta. Sua determinação é realizada para determinar a condição estrogênica em mulheres, especialmente em casos de amenorréia (dosado em conjunto com o hCG), e como guia para monitoramento do desenvolvimento folicular durante a indução da ovulação. É também produzido nas adrenais, nos testículos e a partir da conversão periférica da testosterona.
Valores aumentados: tumores ovarianos, tumores feminilizantes adrenais, puberdade precoce, doença hepática e ginecomastia masculina.
Valores diminuídos: insuficiência ovariana (inicialmente seus níveis urinários e séricos diminuídos são acompanhados por altos níveis séricos de LH e FSH, em contraste com a situação encontrada em doença hipotalâmica ou pituitária), menopausa, síndrome de Turner, uso de contraceptivos orais e gravidez ectópica.
Sua avaliação clínica deve ser realizada com o conhecimento do período menstrual da data da coleta.

ESPERMOGRAMA

Código: ESP

Material: Esperma

Sinônimo:

Volume: Variável

Método:  Análise do sêmen

Volume Lab.: Variável

Rotina: Diária

Resultado: 2 dias.

Temperatura: A amostra deve permanecer aquecida +/- 37°C.

Coleta: Abstinência sexual: 2 a 7 dias, ou conforme solicitação clínica. Coleta deve ser feita no laboratório.

Código SUS: 

Código CBHPM: 

Interpretação: O espermograma é o principal exame para avaliação da fertilidade masculina. Nesse exame, são avaliados inicialmente o volume, o pH e a liquefação do sêmen. Em seguida, avalia-se concentração, motilidade (movimentação) e morfologia (forma) dos espermatozóides. O resultado do espermograma pode revelar alterações na concentração, na motilidade e na morfologia dos espermatozóides. Dessa forma, o espermograma orienta o médico em sua decisão sobre qual tratamento deve ser realizado. Todo espermograma alterado deve ser repetido para se confirmar a alteração. Em casos de resultados discordantes, deve ser solicitado um terceiro espermograma. Pacientes com alteração do espermograma devem ser encaminhados ao urologista para avaliação e exame clínico na tentativa de se estabelecer um diagnóstico.

ESPERMOCULTURA C/ TSA

Código: CULT

Material: Esperma

Sinônimo: Cultura de Esperma

Volume: Variável

Método:  Cultivo em meios específicos

Volume Lab.: Variável

Rotina: Diária

Resultado: 4 dias.

Temperatura: Refrigerado.

Coleta: não é necessária abstinência sexual. O paciente deve urinar antes da coleta. Após micção, realizar antissepsia prévia das mãos com água, da glande e corpo peniano com água e sabão enxaguando em seguida.

Recomendações: Coletar o material por masturbação diretamente no frasco estéril cedido pelo laboratório.

Código SUS: 

Código CBHPM: 

Interpretação:  Os órgãos que vão dos testículos à uretra, algumas vezes podem sediar infecções. A cultura do esperma pode auxiliar nesta investigação.

 

EPU – PARCIAL DE URINA JATO MÉDIO

Material: urina jato medio

Sinônimo:

Volume: 10,0 mL jato médio

Método: Análise qualitativa, quantitativa de elementos anormais e sedimentoscopia

Volume Lab.: 10,0 mL jato médio

Rotina: Diária

Resultado: 2 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: A coleta ideal para adultos é a primeira urina da manhã , desprezando o primeiro jato e coletando o jato médio. Observe-se que para crianças ou adultos , na urgência, o exame poderá ser realizado com urina coletada após 2 a 4 horas a última micção. Fornecer ao paciente 1 a 2 copos de água.

Código SUS: 0202050017

Código CBHPM: 4.03.11.21-0

Interpretação:
Uso: diagnóstico de infecções urinárias, litíases, diabetes, hepatites, insuficiência renal, etc.
O exame de urina é um dos mais antigos testes laboratoriais descritos na história da medicina, fornecendo uma ampla variedade de informações úteis com relação às doenças que envolvem os rins e o trato urinário inferior. Pode ser usado para elucidação diagnóstica de distúrbios funcionais (fisiológicos) e estruturais (anatômicos) dos rins e trato urinário inferior, bem como para acompanhamento e obtenção de informações prognósticas. São vários os procedimentos envolvidos para a avaliação do exame urina: avaliação física, química, citológica e microbiológica.

EPF – PARASITOLOGICO DE FEZES

Código: PF1

Material: Fezes

Sinônimo: Parasitológico, PF

Volume: Variável

Método:  Hoffman, Ritchie & Wilis

Volume Lab.:

Rotina: Diária

Resultado: 1 dia.

Temperatura: Refrigerado.

Coleta: Coletar fezes conforme orientação do laboratório.

Código SUS: 

Código CBHPM: 

Interpretação: diagnóstico de infestação por parasitas intestinais. Existem basicamente duas categorias de parasitas intestinais: os protozoários e os helmintos. Todos iniciam seu processo de infestação por ingestão de cistos, ovos ou formas maduras a partir de alimentos e água contaminados ou processamento de alimentos com mãos e materiais contaminados. Cada parasita apresenta características particulares de infecção e processos fisiopatológicos específicos. A prevalência e a incidência das parasitoses parecem estar associadas às condições sócio-econômicas da população avaliada. Geralmente a solicitação de exame parasitológico é realizada como rotina ou a partir de apresentação de sintomas gastrointestinais (dor abdominal, diarréia, gases, etc.). A simples presença de alguns parasitas não justifica o quadro patológico (Entamoeba coli, Endolimax nana, Iodamoeba butschlii e outros menos freqüentes), enquanto outros sempre merecem tratamento (embora alguns autores sustentem que devem ser tratados todos os pacientes que apresentem qualquer parasita detectável nas fezes). Clinicamente, é necessária apenas a qualificação ou indicação de presença/ausência de parasitas nas fezes, não havendo a exigência da quantificação de parasitas (mesmo de Taenia sp ou Schistosoma sp), dada a não uniformidade do bolo fecal, bem como a inutilidade do dado. Amostras isoladas de fezes que resultam negativas para a presença de parasitas devem ser repetidas. Especialmente em casos de infestação por Giardia sp, algumas vezes é necessária a avaliação de até 6 amostras, para perceber a presença de seus cistos ou trofozoítos (no caso da giardíase e da amebíase existem análises de imunodetecção de antígenos nas fezes, melhorando a sensibilidade do teste). As parasitoses podem estabelecer quadros mórbidos especialmente importantes em sujeitos imunocomprometidos, sendo às vezes necessária a solicitação de pesquisa específica para Cryptosporidium sp e outros microsporídios.