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EBV – EPSTEM BARR VIRUS, AC IGG

Código: ESPS1

Material: Soro

Sinônimo: EBV IgG, Sorologia para EBV

Volume: 3mL

Método: Quimioluminescência

Volume Lab.: 3mL

Rotina: Diária

Resultado: 4 dias.

Temperatura: Refrigerado.

Coleta: Coletar cerca de 10 ml de sangue em tubo seco. Preparo: Jejum de 4 – 6 horas.

Código SUS: 

Código CBHPM: 

Interpretação: Auxilia no diagnóstico de infecções pelo vírus Epstein Barr (EBV). O vírus Epstein Barr (EBV) é um DNA-vírus pertencente à subfamília gama, gênero Lymphocryptovirus do Herpes vírus. Ocorre de forma cosmopolita, e a maioria das pessoas torna-se infectada pelo EBV por toda a vida (traço característico a quase todos os herpesvírus). Estima-se que no mundo todo, cerca de 95% das pessoas de idade adulta já tenham sido contaminadas. A maioria das pessoas torna-se exposta ao vírus durante a infância, quando normalmente não há o aparecimento de sintomas. Quando a exposição ocorre na adolescência ou na idade adulta, o EBV é capaz de causar um processo chamado mononucleose infecciosa (cerca de 30-50% dos casos). O processo quase nunca é fatal e clinicamente pode ocorrer febre, faringite e linfoadenopatia cervical. Uma vez que o vírus entra em estado de latência por toda a vida do hospedeiro, é possível a reativação e a presença em saliva das pessoas infectadas, embora quase nunca acompanhado de sintomas.

O período de incubação é de 4 a 6 semanas, e pessoas contaminadas podem transmitir o vírus por períodos variáveis, às vezes longos. O diagnóstico clínico da doença é realizado com base no conjunto típico de sintomas de febre, faringite, linfoadenopatia cervical e a idade do paciente. Testes laboratoriais são necessários para sua confirmação, uma vez que esta sintomatologia é característica de outras infecções virais.

 

DNA NATIVO (dupla hélice)- AC ANTI

Código: ADN

Material: Soro

Sinônimo: Anti DNA Nativo, Anti DNA dupla hélice

Volume: 2mL

Método: Imunofluorescência Indireta

Volume Lab.: 2mL

Rotina: Diária

Resultado: 3 dias.

Temperatura: Refrigerado.

Coleta: Coletar cerca de 10 ml de sangue em tubo seco. Preparo: Jejum de 4 – 6 horas.

Código SUS: 

Código CBHPM: 

Interpretação: Auxilia na identificação e diagnóstico de Lupus Eritematoso Sistêmico, também utilizado para monitoramento terapêutico. Pessoas normais geralmente apresentam-se não reagentes ou mesmo fracamente reagentes para anti-DNA. Anticorpos anti-DNA (DNA de dupla fita) são encontrados de forma característica em pacientes com LES, e raramente encontrados em pacientes com outras doenças do tecido conjuntivo. Os anticorpos anti-DNA (nativo ou simples hélice) são encontrados primariamente em pacientes com LES, portanto são ferramentas importantes para o diagnóstico desta condição. Outras condições patológicas podem estar associadas à positividade para anti-DNA, como outras doenças reumáticas, hepatites crônicas ativas, mononucleose infecciosa e cirrose biliar primária. O acompanhamento dos títulos de anti-DNA pode ser auxiliar na avaliação da resposta terapêutica, em conjunto com o quadro clínico e títulos de complemento (C2), por exemplo. Pacientes que evoluem para quadros de nefrite lúpica apresentam-se com alterações ao exame de urina, títulos de anti-DNA persistentemente altos, e/ou complemento diminuído.

Interferentes: são registrados resultados falso-positivos devido a anticorpos contra histonas e anti-DNA (fita simples), causados pelo uso de procainamida, hidralazina, ou outros fatores. A reação quando positiva, é considerada como um marcador para o diagnóstico do LES, estando presente em torno de 40% dos pacientes não tratados. O seguimento dos títulos de anticorpos anti-DNA pode ser útil na avaliação da resposta terapêutica. Anticorpos anti-DNA nativo normalmente são detectados nas outras doenças reumáticas.

DIMERO D

Material: plasma citratado

Sinônimo: Dimer

Volume: 1,0 mL

Método: Imunoturbidimétrico

Volume Lab.: 0.5 mL

Rotina: Diária

Resultado: 3 dias

Temperatura: Congelado

Coleta: Coletar sangue total com citrato. Separar o plasma , acondicionar em tubo de plástico e congelar imediatamente . Enviar congelado .

Código SUS:

Código CBHPM: 4.03.04.90-6

Interpretação:
Uso: teste de triagem para trombose venosa profunda; avaliação de infarto agudo do miocárdio, angina instável, coagulação intravascular disseminada.
O dímero D é um fragmento resultante da degradação da fibrina polimerizada especificamente. Após a coagulação haver iniciado, a trombina cliva o fibrinogênio, gerando monômeros de fibrina que se polimerizam, formando um coágulo. Existem outros fragmentos derivados da fibrina monomerizada, mas o dímero D é específico para a fibrina degradada após a polimerização, o que qualifica seu uso como marcador de fibrinólise de coágulo.
É crescente a associação entre os níveis de dímero D e a presença e a severidade de doenças trombóticas. Contudo, sua interpretação deve levar em conta alguns pontos, a seguir. A vida média do dímero D é de aproximadamente 6 horas em indivíduos com função renal normal. Assim, pacientes com coágulos estáveis com esporádicas degradações podem resultar em valores normais. Quanto maior o coágulo, maior será o nível de dímero D circulante. Assim, coágulos muito pequenos, embora potencialmente danosos à saúde podem resultar valores normais. A presença de dímero D pressupõe processo de fibrinólise normal.
Valores aumentados: deposições de fibrina em localizações extravasculares, condições associadas à presença de coágulos de fibrina intravasculares, coagulação intravascular disseminada(CIVD) aguda ou crônica, infarto agudo do miocardio e angina instável. Hematomas
Na suspeita clínica de embolia pulmonar , resultados normais excluem esta possibilidade diagnóstica ( teste de triagem ).

DIGOXINA

Material: SORO TOX CSC

Sinônimo: Digoxinemia

Volume: 1.0 mL

Método: Imunoenzimático Colorimétrico

Volume Lab.: 1.0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 7 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Recomenda-se coletar o sangue 6 horas após a administração do medicamento.

Código SUS: 0202070204

Código CBHPM: 4.03.01.75-3

Interpretação:
Uso: avaliação de dose terapêutica e toxicidade da digoxina.
A digoxina é um glicosídeo cardíaco utilizado no tratamento de insuficiência cardíaca congestiva, e funciona pela inibição de uma ATPase. Isto causa diminuição no potássio intracelular e aumento de cálcio intracelular nos miócitos. A presença aumentada de cálcio melhora o processo de contratilidade cardíaca (efeito inotrópico). Valores mais elevados diminuem a taxa de depolarização ventricular, o que pode ser útil no controle de taquicardias, porém, com um certo risco, visto que as dosagens necessárias para este efeito são coincidentes com as dosagens tóxicas.
A toxicidade da digoxina afeta muitos órgãos e células, comumente culminando com náuseas, vômitos e problemas visuais, além de efeitos cardíacos como contrações ventriculares e bloqueio atrioventricular. A absorção oral da digoxina é variável e influenciada por vários fatores. Na circulação, cerca de 25% é ligado a proteínas. A forma livre é seqüestrada pelas células. Em equilíbrio, a concentração tecidual é cerca de 20-30 vezes maior do que a plasmática. Sua eliminação ocorre principalmente por filtração renal da forma plasmática livre, sendo o restante metabolizado pelo fígado, resultando todo o processo em uma meia vida de cerca de 38 horas. O maior contribuinte para esta relativamente alta meia vida é a pequena taxa de liberação de digoxina tecidual ao plasma.
Devido às condições variáveis e individuais de absorção da digoxina, o estabelecimento de dosagem necessita de um controle inicial para acerto de dose para valores efetivos e não-tóxicos. Este acerto deve ser realizado também em doentes com insuficiência renal crônica, onde as taxas de filtração glomerular variam com o tempo. Outros fatores como a concentração de potássio e magnésio e também o estado tireóideo do paciente podem interferir na efetividade do agente. O tempo da tomada de amostras é essencial na análise da digoxina, devendo ser mantido para um dado paciente. Os picos séricos ocorrem em cerca de duas horas após a ingestão do medicamento, mas estima-se que amostras de 6-8 horas após a ingestão possam ser mais confiáveis pelo equilíbrio entre o tecido e o plasma.
Alguns pacientes podem apresentar substâncias não-digoxina (que reajam com os anticorpos utilizados em sua dosagem): geralmente gestantes, pacientes com insuficiência hepática e renal, hipertensão hiporeninêmica e outros estados com retenção de sal e fluido, além de neonatos. Resultados inesperadamente reduzidos podem estar associados a distúrbios tireóideos, malabsorção, aterosclerose mesentérica, além de interação com metoclopramida, colestiramina, neomicina e sulfasalazina. É possível o encontro de pacientes com resistência aos digitálicos, que requerem dosagens maiores do que as usuais, objetivando faixas séricas maiores.

DHEA – DEHIDROEPIANDROSTERONA

Material: soro

Sinônimo: DHEA, Androstenolona, Dehidroisoandrosterona

Volume: 1,0 mL

Método: ELISA

Volume Lab.: 1,0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 8 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Jejum obrigatório de no mínimo 4h. Colher sangue de preferência pela manhã. Anotar uso de medicamento, principalmente corticosteróide. Lipemia atua como interferente. Se não realizar no mesmo dia, congelar a amostra.

Código SUS: 0202060144

Código CBHPM: 4.03.16.21-1

Interpretação:
Uso: marcador da produção adrenal de andrógenos; avaliação da reserva adrenal após estímulo com ACTH.
A dehidroepiandrosterona é sintetizada pelo córtex da adrenal, sendo seu principal andrógeno. Apresenta meia vida plasmática curta e é usualmente convertida em DHEA-sulfato. Sua produção excessiva pode estar associada a quadros de virilização com acne, hirsutismo, e conversão à testosterona.
Valores aumentados: presença de tumores adrenais, síndrome de Cushing, hiperplasia adrenal congênita e adrenarca prematura.
Valores diminuídos: doença de Addison, anorexia nervosa.

DEPURAÇÃO DE CREATININA

Material: soro + urina 24 h

Sinônimo: Depuração de Creatinina

Volume: 1.0 mL de soro e urina de 24h

Método: Jaffé modificado

Volume Lab.: 1mL soro/ urina 24h

Rotina: Diária

Resultado: 4 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Jejum obrigatório. Informar peso, altura do paciente e a informação do volume urinário total das 24 horas.

Código SUS: 0202050025

Código CBHPM: 4.03.01.50-8

Interpretação:
Uso: avaliação da função renal; estimativa da taxa de filtração glomerular; seguimento de progressão de insuficiência renal.
A creatinina é uma das melhores substâncias para a avaliação da taxa de filtração glomerular por várias razões: é uma substância endógena, sintetizada a uma taxa relativamente constante por cada indivíduo e é praticamente excretada por filtração glomerular (não há reabsorção tubular e existe uma secreção tubular apenas residual), podendo ser facilmente analisada. Assim, o clearence de creatinina é a prova mais popularizada para determinar a função renal. Seu resultado é determinado aritmeticamente relacionando a concentração de creatinina urinária total à concentração sérica em um período de 24 horas, considerando peso e volume corporal. A coleta é um ponto crítico neste procedimento. Valores confirmadamente diminuídos podem estar associados à degeneração da função renal.
Seus resultados são mais sensíveis do que a dosagem de creatinina sérica na determinação precoce de insuficiência renal crônica: enquanto a creatinina sérica aumenta após a perda da função de 50% dos glomérulos, o clearence de creatinina altera-se após a disfunção de apenas 30% dos glomérulos. Interferentes: exercícios +, gestação +, medicamentos +, trimetropim -, cimetidina -, quinina -, procainamida -.
Os valores diminuem naturalmente com a idade. A correta coleta de urina é fundamental para o estabelecimento de bons resultados.

DEHIDROTESTOSTERONA – DHT

Código: DIHI

Material: Soro

Sinônimo: DHT

Volume: Variável

Método: Radioimunoensaio

Volume Lab.: Variável

Rotina: Diária

Resultado: 4 dias.

Temperatura: Refrigerado.

Coleta: Jejum obrigatório de no mínimo 4 horas.

Código SUS: 

Código CBHPM: 

Interpretação: A DHT é amplamente derivada da conversão tecidual periférica da testosterona (catalisada pela enzima esteróide 5 – alfa – redutase) sendo, portanto, o metabólito primário ativo da testosterona que é responsável pelo crescimento capilar. Valores aumentados: hirsutismo. Valores diminuídos: deficiência de 5 – alfa-redutase, hipogonadismo.