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CREATININA URINARIA – URINA DE 24hs

Código: CRU

Material: Urina 24 horas

Sinônimo: Creatinúria

Volume: Variável

Método Colorimétrico Automatizado

Volume Lab.: Variável

Rotina: Diária

Resultado: 2 dias.

Temperatura: Refrigerado.

Coleta: Coletar amostra de urina de 24h. Separar uma aliquota e anotar o volume total. Devem ser suspensos medicamentos a base de captopril, corticosteróides, ácido ascórbico, cefoxitina, levodopa, metildopa e anabolizantes esteroidais.

Código SUS: 

Código CBHPM: 

Interpretação: A creatinina é um marcador de qualidade em coleta de urina de 24 horas. A determinação da quantidade de creatinina urinária em 24 horas é útil como acompanhante na determinação de outros analitos, no sentido de determinar a qualidade da coleta de 24 horas. Assim, pode-se calcular valores em mg creatinina/kg paciente/24 horas.

 

CREATININA

Material: soro

Sinônimo: Creatininemia

Volume: 1.0 mL

Método: Jaffé sem desproteinização

Volume Lab.: 1.0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 3 dias

Temperatura: Refrigerado

Coleta: Jejum de 4 horas. Devem ser suspensos medicamentos a base de ácido ascórbico, cefoxitina, cefalotina, frutose, glicose, levodopa, metildopa, nitrofurantoína e piruvato.

Código SUS: 0202010317

Código CBHPM: 4.03.01.63-0

Interpretação:
Uso: avaliação da função renal.
A creatinina é produzida nas células a partir do catabolismo da creatina (componente de alto conteúdo energético). O processo se dá em grande parte nas células musculares. A creatinina é então liberada ao plasma para ser posteriormente filtrada nos glomérulos e excretada na urina. Pequenas quantidades de creatinina são secretadas no túbulo proximal, e quantidades mínimas são reabsorvidas nos túbulos renais distais. O equilíbrio entre a produção de creatinina, a massa muscular do indivíduo e a função renal, determina as concentrações plasmáticas da creatinina sérica. Geralmente, a massa muscular e as produções de creatina e creatinina tendem a ser mais estáveis, fazendo desta determinação um bom indicador da função renal.
Valores aumentados: diminuição da função renal (é necessária a perda da função renal em pelo menos 50% para que ocorra elevação dos níveis de creatinina), obstrução do trato urinário, diminuição do aporte sanguíneo renal, desidratação e choque, intoxicação com metanol, doenças musculares (rabdomiólise, gigantismo, acromegalia, etc.).
Valores diminuídos: massa muscular diminuída, debilitação, gravidez.
Interferentes: consumo de carne torrada em grandes quantidades, exercícios físicos intensos não habituais, uso de medicamentos nefrotóxicos ou que alterem a excreção da creatinina no nível glomerular (cefalosporinas, cimetidina, trimetropim, digoxina, aminoglicosídeos, ácido ascórbico, hidantoína, etc.).

CPK – CREATINAFOSFOQUINASE

Código: CPK

Material: Soro

Sinônimo: Creatinofosfoquinase, CK

Volume: 2mL

Método: Espectofotometria

Volume Lab.: 2 mL

Rotina: Diária

Resultado: 1 dia

Temperatura: Ambiente

Coleta: Preparo: Jejum de 4 horas. Coletar cerca de 10 ml de sangue em tubo seco.

Código SUS: 

Código CBHPM: 

Interpretação: O teste é útil no diagnóstico e no seguimento de miopatias, incluindo dermatomiosite, hipotiroidismo, doenças infecciosas com miopatia e miopatia induzida por drogas hipolipemiantes da classe das vastatinas. Pode ainda ter uma utilização restrita no acompanhamento de infarto agudo do miocárdio, mas esse uso vem sendo cada vez mais limitado graças ao advento de marcadores muito melhores de necrose miocárdica, como a isoenzima MB da creatinoquinase (CK-MB massa) e as troponinas. No caso de doenças do sistema muscular esquelético, os níveis de creatinoquinase se elevam antes que os da aldolase e retornam ao normal também mais precocemente. Injeções intramusculares, traumas, cirurgias, intoxicação por barbitúricos e uso de anfotericina B igualmente aumentam a CPK.

CORTISOL URINARIO 24 HORAS

Código: FT

Material: Urina 24 horas

Sinônimo:

Volume: Variável

Método: Quimioluminescência

Volume Lab.: Variável

Rotina: Diária

Resultado: 6 dias.

Temperatura: Refrigerado.

Coleta: Coletar urina de 24 horas. Misturar a amostras e enviar alíquota de no mínimo 5.0 mL.

Código SUS: 

Código CBHPM: 

Interpretação: Auxilia no diagnóstico de hiperfunção adrenal. Avaliação das condições de hipofunção e hiperfunção adrenal . Devido a alta sensibilidade e especificidade , o cortisol urinário tem sido usado como o primeiro teste na triagem para Sindrome de Cushing. A excreção urinária de 24 horas de cortisol na urina é o índice mais direto e confiável de secreção cortical. Recomenda-se que o cortisol urinário deva ser dosado em 2 e (preferivelmente 3) amostras consecutivas de urina de 24 horas, colhidas com o paciente fora de internação.

CORTISOL – 16 HORAS

Código: C16

Material: Urina Isolada

Sinônimo:

Volume: Variável

Método: Quimioluminescência

Volume Lab.: Variável

Rotina: Diária

Resultado: 6 dias.

Temperatura: Refrigerado.

Coleta: Coleta de urina no horário específico.

Código SUS: 

Código CBHPM: 

Interpretação: A determinação do cortisol na urina é o método de eleição para a detecção da Síndrome de Cushing, uma vez que a excreção de cortisol na urina não está sujeita ao ritmo diurno de secreção do cortisol. Isto permite uma diferenciação mais exata entre indivíduos saudáveis e doentes com síndrome de Cushing. O cortisol que é excretado na urina sem alteração é referido como cortisol livre.

 

 

CORTISOL

Código: CBL

Material: Soro

Sinônimo:

Volume: 3mL

Método: Quimioluminescência

Volume Lab.: 3mL

Rotina: Diária

Resultado: 2 dias.

Temperatura: Refrigerado.

Coleta: Preparo: Esse exame requer jejum mínimo de oito horas para a coleta da manhã e três horas para a coleta da tarde.

Jejum:  até 3 anos – jejum mínimo necessário de 3 horas.

De 3 a 9 anos – jejum mínimo necessário de 4 horas.

Acima de 9 anos –  jejum necessário de 8 horas.

Recomendações:

Coleta manhã: entre 7h e 10h.

Coleta tarde: entre 16h e 17h;

Coleta manhã e tarde: O teste compreende a coleta de uma amostra de sangue pela manhã, entre 7 e 10 horas (o ideal é que seja às 8 horas) e de outra após o almoço, entre 16 e 17 hrs (o ideal é que seja às 16 horas). Essas coletas devem ser realizadas no mesmo dia. É necessário informar os medicamentos em uso em especial os glicocorticoides.

Código SUS: 

Código CBHPM: 

Interpretação: Exame solicitado para avaliação da função adrenal. O cortisol é o principal hormônio glicocorticoide produzido pela córtex adrenal humana. Representa aproximadamente 80% dos 17-hidroxicorticosteróides do sangue, tendo uma ampla variedade de ações como efeitos antiinsulínicos no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas (estimula o catabolismo de proteínas e gorduras, fornecendo substrato para a produção hepática de glicose), efeitos na regulação do balanço hidroeletrolítico, estabilização das membranas lisossômicas e supressão das reações inflamatórias e alérgicas. Os níveis de cortisol são regulados através de um balanço com o ACTH e CRH da pituitária e hipotálamo, respectivamente. Níveis elevados de ACTH estimulam a córtex adrenal a liberar cortisol que, ao atingir determinados níveis, suprimem o ACTH num feedback negativo. Alguns fatores fora deste eixo metabólico podem interferir no processo, como febre, inflamações, dor, stress e hipoglicemia. O cortisol e o ACTH normalmente apresentam variações circadianas com picos no período da manhã, sendo os maiores níveis encontrados em torno de 08:00 da manhã e os menores mais tarde.

 

COOMBS INDIRETO

Código: CIN

Material: Soro

Sinônimo: Coombs

Volume: 3mL

Método:  Aglutinação

Volume Lab.: 3mL

Rotina: Diária

Resultado: 3 dias.

Temperatura: Refrigerado.

Coleta: Coletar cerca de 10 ml de sangue em tubo seco. Preparo: Jejum de 4 horas não obrigatório.

Código SUS: 

Código CBHPM: 

Interpretação: Útil no pré-natal de gestantes com sangue Rh negativo para avaliar a possibilidade de eritroblastose fetal (doença hemolítica do recém-nascido), na triagem de anemias hemolíticas e provas transfusionais. Em gestantes com sangue Rh negativo, a ausência de anticorpos anti-Rh no sangue resulta num resultado negativo no teste de Coombs indireto, estando indicado a repetição mensal do teste até o parto. A presença de um resultado positivo no teste traduz isoimunização (incompatibilidade Rh com o feto) e merece acompanhamento especializado durante todo o curso da gestação.

 

COOMBS DIRETO

Código: CDI

Material: Sangue Total com EDTA

Sinônimo: Anemia hemolítica, Teste de Antiglobulina Direto

Volume: 5mL

Método:  Aglutinação

Volume Lab.: 5mL

Rotina: Diária

Resultado: 2 dias.

Temperatura: Refrigerado.

Coleta: Este exame não necessita de preparo.

Código SUS: 

Código CBHPM: 

Interpretação: Coombs direto, atualmente chamado de teste direto da antiglobulina, avalia a presença de IgG e/ou da fração do complemento que esteja revestindo a superfície dos eritrócitos in vivo.  O exame é útil no diagnóstico das anemias hemolíticas autoimunes e das anemias causadas por drogas, assim como da doença hemolítica perinatal decorrente da incompatibilidade materno-fetal entre os antígenos dos sistemas de grupos sanguíneos, principalmente o Rh.

 

COLINESTERASE

Código: CSE

Material: Soro

Sinônimo: Acetilcolinesterase, Colinesterase Aguda, CHE, Pseudocolinesterase.

Volume: 3mL

Método:  Cinética Enzimática

Volume Lab.: 3mL

Rotina: Diária

Resultado: 3 dias.

Temperatura: Refrigerado.

Coleta: Coletar cerca de 10 ml de sangue em tubo seco. Preparo: Jejum de 4 horas não obrigatório.

Código SUS: 

Código CBHPM: 

Interpretação: Os agentes organofosforados e carbamatos agem inibindo a ação da acetilcolinesterase, provocando o acúmulo de acetilcolina endógena na junção neuromuscular, causando anormalidades na transmissão neuromuscular.

 

COLESTEROL TOTAL

Código: COL

Material: Soro

Sinônimo: Colesterol

Volume: 3mL

Método:  Enzimático Automatizado

Volume Lab.: 3mL

Rotina: Diária

Resultado: 1 dia.

Temperatura: Refrigerado.

Coleta: Jejum de 8-12 horas.

Código SUS: 

Código CBHPM: 

Interpretação: Avaliação de risco de desenvolvimento de doença cardíaca coronariana (DCC); diagnóstico e monitoramento de tratamento de estados hiperlipidêmicos primários ou secundários; avaliação da função hepática. O colesterol é uma espécie de álcool encontrado quase exclusivamente em animais. Quase todas as células e tecidos contêm alguma quantidade de colesterol, que é utilizado na fabricação e reparo de membranas celulares, síntese de moléculas vitais como hormônios e vitaminas. No organismo pode ocorrer a partir de ingestão ou metabolismo interno por transformação de outras moléculas. A regulação dos estoques corpóreos depende de mecanismos metabólicos e ingestão. No corpo, cerca de 70% do colesterol está imobilizado em pools teciduais na pele, tecido adiposo e células musculares, entre outros, e o restante forma um contingente móvel circulante no sangue, entre fígado e tecidos. Na circulação sanguínea, normalmente cerca de dois terços do colesterol está esterificado, ligado a lipoproteínas (HDL, LDL, IDL, VLDL), e um terço na forma livre. Os níveis séricos desejáveis de colesterol situam-se abaixo de 200 mg/dL. Níveis entre 200 e 239 mg/dL são considerados intermediários, e níveis acima de 240 mg/dL em mais de uma ocasião são considerados hipercolesterolêmicos. Pacientes cujas dosagens de colesterol resultam superiores a 200 mg/dL devem receber assistência no sentido de tentar reduzir seus níveis, reduzindo o risco de doença cardíaca coronariana futura. Contudo, é digno de nota que os níveis de colesterol, apesar de representarem fator de risco independente para o desenvolvimento de DCC, não são o único fator de risco descritos para a doença: sexo, idade, tabagismo, história familiar, níveis baixos de colesterol HDL, obesidade e diabetes mellitus são outros possíveis fatores de risco associados. Indivíduos com idade mais avançada devem ser avaliados com critérios mais flexíveis.